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Registro de marcas · INPI

Registre a sua marca e proteja o nome do seu negócio

A marca é o que liga o seu cliente ao seu negócio. Registrá-la no INPI garante o uso exclusivo em todo o Brasil e impede que outra pessoa se aposse do nome que você construiu. Esta página explica como funciona e já prepara o seu pedido.

01 / Por que registrar

Por que proteger a sua marca

Usar um nome não torna você dono dele. No Brasil, a propriedade da marca nasce do registro no INPI, não do uso. Quem registra primeiro tem a exclusividade, e é isso que separa a marca que é sua da marca que só parece sua.

Lei da Propriedade Industrial · art. 129 A propriedade da marca adquire-se pelo registro validamente expedido, sendo assegurado ao titular seu uso exclusivo em todo o território nacional.

Artigo 129 da Lei 9.279/96. É o dispositivo que transforma o nome que você usa em um direito oponível a terceiros. Sem o registro, o que existe é uso de fato, sujeito a ser interrompido por quem registrar antes.

Sem registro
Uso de fato
Você usa, mas não é titular. Outra pessoa pode registrar o mesmo nome e exigir que você pare de usar, troque a marca e refaça toda a comunicação.
Com registro
Uso exclusivo
Direito de uso exclusivo em todo o Brasil por dez anos, renováveis. Um ativo que pode ser licenciado, franqueado ou vendido.
O erro mais caro é deixar para depois. Como vale quem registra primeiro, cada mês sem pedido é uma janela para um concorrente, um ex-sócio ou um oportunista depositar o seu nome antes. Recuperar depois custa muito mais do que registrar agora.
02 / Formas da marca

As quatro formas de apresentar a sua marca

A forma escolhida define exatamente o que fica protegido. Registrar só o nome, o nome com o logotipo ou apenas o símbolo são decisões diferentes, com efeitos diferentes. É uma das primeiras escolhas em que vale ter orientação, porque ela molda o alcance do seu registro.

Nominativa

Apenas o nome, em letras comuns, sem logotipo. Protege a palavra onde quer que ela apareça — a base para blindar o nome antes de tudo.
Exemplos
Corona · Varig · Atlântica

Figurativa

Apenas o desenho, o símbolo ou a figura, sem o nome. É o registro do sinal visual que identifica a marca por si só.
Exemplos
Exemplos de marcas figurativas

Mista

A combinação do nome com um logotipo, uma tipografia própria ou um elemento gráfico. Protege o conjunto como ele é apresentado ao público.
Exemplos
Exemplos de marcas mistas

Tridimensional

A forma do produto ou da embalagem, quando ela mesma identifica a origem e se distingue das demais. Protege o formato, não a função.
Exemplos
Exemplos de marcas tridimensionais
Não sabe qual forma escolher? É comum registrar mais de uma, como o nome e o logo separadamente. Avaliamos o seu caso e indicamos a combinação que protege melhor.
03 / Passo a passo

Como funciona o registro

Do primeiro estudo ao certificado, o pedido percorre etapas definidas dentro do INPI. Conhecer o caminho evita a maior fonte de prejuízo: depositar errado, ser indeferido e perder a taxa.

Busca de anterioridade

Antes de qualquer coisa, pesquisamos se já existe marca igual ou parecida no mesmo ramo. É o que mede a real chance de registro e evita depositar um pedido fadado ao indeferimento.

Definição da natureza e da classe

Definimos se a marca é de produto ou de serviço e em qual das classes de Nice ela entra. Essa escolha delimita o alcance da proteção.

Depósito do pedido e GRU

Emitimos a guia de recolhimento (GRU) em nome do titular e protocolamos o pedido no INPI. A proteção já retroage a essa data de depósito.

Publicação e prazo de oposição

O pedido é publicado na Revista da Propriedade Industrial e abre-se o prazo de 60 dias para que terceiros apresentem oposição, se entenderem haver conflito.

Exame de mérito

O INPI analisa o pedido, eventuais oposições e possíveis exigências. Respondemos ao que for necessário para levar o processo ao deferimento.

Deferimento e certificado

Deferido o pedido e paga a concessão, o INPI emite o certificado de registro, com validade de dez anos contados da concessão e renovável por períodos iguais e sucessivos.

Quanto tempo leva. Em regra, o registro leva de um a três anos, a depender de oposições e exigências ao longo do exame. O prazo varia caso a caso e não é possível prometer duração. O importante é que a prioridade se conta desde o depósito, não desde a concessão.
04 / Classes

As classes de Nice

O INPI adota a Classificação Internacional de Produtos e Serviços de Nice, que organiza tudo em 45 classes: 34 de produtos e 11 de serviços. Você registra a marca na classe da sua atividade, e escolher certo é o que garante que a proteção cubra o que o seu negócio realmente faz.

  • Classe certa, proteção útil. Registrar na classe errada protege um segmento que não é o seu e deixa o seu ramo em aberto.
  • Mais de uma classe. Se o negócio atua em frentes distintas, pode ser necessário registrar em mais de uma classe para cobrir todas.
  • Especificação bem feita. Dentro da classe, descrever corretamente os produtos e serviços evita exigências e reduz o risco de conflito.
Não precisa decidir a classe sozinho. A partir do seu ramo de atividade, indicamos a classe e a especificação adequadas antes do depósito.
05 / Benefícios

O que o registro garante

Registrar não é despesa, é a proteção de um dos ativos mais valiosos do negócio: o nome pelo qual o cliente reconhece você.

  • Uso exclusivo em todo o território nacional, oponível a concorrentes que tentem usar o mesmo sinal.
  • Proteção contra concorrência desleal e contra o uso indevido do seu nome por terceiros.
  • Um ativo que valoriza a empresa: a marca registrada pode ser licenciada, usada em franquia ou vendida.
  • Segurança para investir em marketing, ponto e reputação sem construir sobre um nome que não é seu.
  • Base para expansão, inclusive internacional, a partir de um direito consolidado.
06 / No exterior

Levar a marca para fora do Brasil

Quem pensa em exportar, vender online para outros países ou expandir a operação pode estender a proteção além do Brasil.

Pelo Protocolo de Madri, tratado internacional administrado pela OMPI, é possível depositar e gerenciar o pedido de marca em mais de 120 países a partir de um único processo. O Brasil integra o sistema desde 2 de outubro de 2019 e o INPI atua como Administração de origem, o que permite enviar o pedido internacional já a partir do registro brasileiro.

A estratégia internacional depende de onde você pretende atuar. Avaliamos os países de interesse e o melhor momento para estender a proteção.
07 / Dúvidas

Perguntas que sempre aparecem

Registrar a marca é obrigatório?

Não é obrigatório, mas sem registro você não tem exclusividade. Continua usando o nome por conta e risco, sujeito a que outra pessoa registre antes e passe a ter o direito sobre ele. O registro é o que converte o uso em propriedade.

Posso registrar sozinho no INPI?

O sistema do INPI é aberto, então em tese sim. Na prática, é onde mais se perde tempo e dinheiro: uma busca de anterioridade malfeita, a classe errada, uma especificação frágil ou uma exigência respondida fora do prazo levam ao indeferimento, e a taxa não volta. Com acompanhamento técnico, cada uma dessas etapas é tratada para reduzir o risco de perder o pedido. É esse cuidado que costuma separar quem registra de quem precisa recomeçar do zero.

Quanto tempo demora?

Em regra, de um a três anos, conforme haja oposições e exigências durante o exame. Não é possível prometer prazo, porque depende da tramitação no INPI. A boa notícia é que a proteção retroage à data do depósito, não à da concessão.

Quanto custa?

Há duas partes: as retribuições oficiais do INPI, recolhidas por GRU conforme a tabela vigente, e os honorários do escritório. Apresentamos os valores por escrito antes de qualquer providência, e nada é feito sem o seu aceite.

Uso o nome há anos. Isso me garante alguma coisa?

Pode ajudar: quem já usava a marca de boa-fé, no país, há pelo menos seis meses antes do pedido de um terceiro, tem direito de precedência ao registro (art. 129, §1º, da Lei 9.279/96). Mas isso depende de prova e não substitui o registro, e, enquanto você não deposita, qualquer concorrente pode registrar o nome primeiro. Quanto antes o pedido entra, mais protegido fica tudo o que você já construiu. O melhor momento para registrar era no começo; o segundo melhor é agora.

E se já existir uma marca parecida?

É exatamente o que a busca de anterioridade mostra antes do depósito. Avaliamos o grau de semelhança, o ramo e a classe, e orientamos sobre o risco de colidência e as alternativas possíveis para o seu caso.

Registrar na Junta, comprar o domínio ou pegar o @ já protege a marca?

Não. Nome empresarial na Junta Comercial, domínio de site e perfil nas redes sociais são coisas distintas da marca no INPI, e nenhum deles garante o outro. O registro na Junta protege o nome da empresa no estado; o domínio e o @ garantem apenas o endereço e o perfil, e não impedem que outra pessoa registre a marca e passe a ter o direito sobre o nome. A exclusividade sobre a marca, para o seu ramo em todo o país, vem do registro no INPI, e o ideal é tratar todas essas frentes juntas.

Por quanto tempo vale o registro?

Dez anos contados da concessão, renováveis por períodos iguais e sucessivos de dez anos (art. 133 da Lei 9.279/96). Enquanto renovado e em uso, o direito se mantém.

08 / Começar

Comece o seu pedido

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Direito empresarial
O registro de marca depende de análise individual de disponibilidade, classe e viabilidade, e o deferimento é competência exclusiva do INPI. Prazos variam conforme a tramitação e as retribuições seguem a tabela vigente do órgão.

Conteúdo de caráter informativo e educativo, publicado nos termos do Provimento nº 205/2021 do Conselho Federal da OAB. Não constitui oferta de serviços, consulta jurídica nem promessa de resultado, e não substitui a análise individualizada de cada caso.

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