O custo que está dentro do contrato
A empresa fatura, entrega, o cliente paga. No papel, está tudo certo. Mas o caixa não fecha. Às vezes a causa não está na operação: está numa linha assinada anos atrás, num contrato bancário rolado no automático, na confiança de que o gerente colocaria as melhores condições.
A revisão técnica de um contrato bancário não é um favor que o banco aceita ou recusa. É um direito de quem assinou.
Nem sempre o valor cobrado corresponde ao que foi efetivamente contratado. Capitalização não pactuada, encargos cumulados e custos embutidos que nunca foram explicados podem ser questionados, com base no Código Civil, no Código de Defesa do Consumidor quando aplicável e na jurisprudência dos tribunais sobre contratos bancários. A revisão verifica, número a número, o que é devido e o que não é.
O momento decide o tamanho da saída
O que define o tamanho da saída não é o quanto a empresa deve. É a hora em que ela decide se mexer. Mesma dívida, mesmos problemas: o que muda é o momento.
Você pode estar na porta errada do banco
Quando o caixa aperta, o reflexo é ligar para o gerente e pedir para renegociar. Parece o caminho óbvio, o gerente é o seu rosto no banco. Mas é aí que está a armadilha.
Desconto agressivo não é boa vontade do banco
As regras do Banco Central obrigam a instituição a provisionar a perda de uma operação antes mesmo do atraso da parcela. Por isso, entender de onde vem um desconto de 60%, 70% é o que separa apanhar de negociar com estratégia.
- Enquanto a cobrança está de pé, a dívida é recebimento garantido para o banco, e o desconto não aparece.
- Quando o contrato é revisado e a irregularidade exposta — capitalização indevida, encargo sobre encargo, custo embutido —, a dívida vira ativo problemático, com risco e custo de litígio.
- Nesse ponto, recuperar parte do valor pode passar a ser melhor para o banco do que perseguir o valor cheio por anos.
A dívida bancária nunca está sozinha
Tratar a dívida do banco como um problema isolado é o erro que custa caro. Ela está amarrada no aval que os sócios assinaram, na estrutura da sociedade, nas garantias e no impacto tributário de um acordo mal desenhado.
01O aval e o CPF dos sócios
A dívida da empresa costuma ter garantia pessoal. Reduzir o débito sem olhar o aval pode deixar o patrimônio dos sócios exposto.
02A estrutura societária
Como a sociedade está montada muda o que o banco alcança, e o que se pode proteger antes de uma execução.
03As garantias do contrato
Alienação, penhor, recebíveis travados. Saber o que está dado em garantia define a margem real de negociação.
04O efeito tributário
Um acordo pode gerar passivo tributário que ninguém viu chegar. E o ambiente ficou mais duro com a Lei do Devedor Contumaz, de 2026.
Os contratos que pesam no caixa
Se a sua empresa tem qualquer um destes em aberto, e provavelmente tem, é bem possível que tenha assinado sem enxergar metade do que estava embutido.
01Cédula de crédito bancário
O contrato mais comum, e um dos que mais concentram encargos passíveis de revisão.
02Capital de giro
A linha que deveria dar fôlego e, mal contratada, vira o centro do problema de caixa.
03Conta garantida e cheque especial PJ
Crédito rotativo de custo alto, que se acumula quase sem a empresa perceber.
04Antecipação de recebíveis
Desconto de duplicatas e recebíveis, com deságios e travas nem sempre claros.
05Leasing e financiamentos
Bens dados em garantia e cláusulas que reativam a cobrança em caso de atraso.
06Linhas garantidas (FGI, PRONAMPE)
Crédito com garantia pública, que também comporta análise e renegociação.
Atuamos com dívidas bancárias empresariais a partir de R$ 100 mil, e em qualquer um desses estágios. Quanto antes, mais caminho.
Como conduzimos
Não começamos pedindo desconto ao gerente. Começamos pelo contrato e pela empresa inteira, e só então definimos a estratégia.
Diagnóstico do passivo
Levantamos os contratos, os valores, as garantias e o aval: o retrato real da dívida e do que ela alcança.
Revisão técnica
Comparamos o que foi cobrado com o que foi contratado, e identificamos o que pode ser questionado.
Leitura da estrutura
Analisamos a sociedade, os sócios e o tributário, para não resolver a dívida criando outro problema.
Reposicionamento
Levamos a discussão ao nível certo, o jurídico do banco, ou tomamos a medida judicial cabível quando é o caso.
Acompanhamento
Conduzimos a negociação ou a defesa até o fim, protegendo o caixa e o patrimônio dos sócios.
Dois advogados, a empresa inteira
Dívida bancária resolve-se cruzando duas frentes: o contencioso bancário e a estrutura da empresa. Por isso o tema é conduzido pelos dois advogados que respondem por essas áreas.
Conduz a atuação em dívidas bancárias empresariais: revisão técnica de contratos, renegociação e defesa da empresa em execuções e bloqueios.
Mestre pela USP, com mais de vinte anos ao lado de empresários: estrutura societária, planejamento tributário e a defesa da empresa quando ela é atacada.
Para aprofundar
Análises do escritório sobre dívida bancária empresarial.